segunda-feira, 13 de abril de 2009

Comentem!



O mundo virtual é qualquer coisa como um ambiente artificialmente exilado dos sentidos convencionais, pelo que os restantes canais de chegada aos nossos cérebros se agigantam, expandindo-se progressivamente como um fluido pelos terrenos desertificados das estruturas sensoriais.
Pode-se transformar (conforme as personalidades já construídas no sujeito agora blogguer),
no reino absolutista da razão, da imaginação, do espiritismo, ou do dedo mindinho que umas vezes adivinha bem outras mal...

A mente é uma folha em branco de dimensões e formas menos conhecidas que a Lua.
Quais serão as suas condições mínimas de habitabilidade?
A sua reconhecida capacidade de adaptação à nova oportunidade, ao novo ambiente, serão limitadas por balizas impostas pela própria organização da sua estrutura física e química?
O primeiro homem a lançar-se à água ganhará guelras ou morrerá aquém da glória?
Quantos serão os mártires necessários ao nascimento do homem da Atlântida?

15 comentários:

C. disse...

Nao entendi nada !

Arabica disse...

Eu sou Peixes, as escamas já me cobrem parte considerável do corpo.

Mesmo sem a provação de Atlântida muitos têm sido os mártires...
perfilados à porta do nada.


Beijos, boa noite

ze disse...

Cris,

O ambiente natural deste blogue são as conversas inter-activas que nascem e vivem nas caixas de comentários.
Os posts são desvalorizados como plataforma de comunicação escrita.
Nascem despreocupadamente como conversas comigo mesmo, umas vezes por imposição da periodicidade exigida a um modelo que só assim renova visitas ocasionais, outras vezes por vontade de comunicar através de sons ou imagens.
O seu objectivo principal não será tanto publicitar ideias próprias, mas antes observar a variedade das reacções dos outros.
Um paradoxo assumido em reverter o natural “conheçam-me” para o “dêem-se a conhecer”.

O tema deste post nasce ( e renasce) das minhas dúvidas e curiosidades sobre as capacidades de adaptação humana a uma mudança de ambiente social.
De procurar saber como se adapta (ou desadapta) uma estrutura animal alicerçada na informação dos sentidos a um novo ambiente que apenas permite transmitir e receber símbolos (palavras sem som) por mais complexos e subtis que sejam as suas combinações.

Rui disse...

Uma multidão cujo tamanho não se conseguia avaliar com exactidão, aglomerava-se na última esquina da cidade. Todos convergiam o olhar em algo que não alcançavam. A informação que chegava era transmitida pela pessoa mais à frente, a única que conseguia ver o que acontecia para lá da cidade. Um homem chegou à retaguarda e quis saber do que se passava. Alguém vai matar alguém. Interessou-se e quis saber mais. Está quase. Está próximo. É desta. Cada frase chegava depois de um intervalo de tempo mais ou menos longo. Vai estrangular agora. Já lhe deitou as mãos. Afinal, era um abraço. A última pessoa já não era a última pessoa. Perguntaram-lhe o que estava a acontecer. Alguém está a abraçar alguém. Não, afinal...

Vivian disse...

...olá menino lindo!

no mundo real ou no virtual,
de qqr forma precisamos deixar-nos
desnudar os pensamentos.
logo,
somos as escritas ou palavras
que deixamos ao vento,
sem nos esquecermos que
isso sempre terá um preço.

bj, lindeza!

rosa disse...

nao me apetece pensar, ando numa preguiça mental deliberada.

mas a musica flui.

a voz soul, o ritmo. tenho saudades do moby.

rosa disse...

(comentado)

rosa disse...

(ah e tou de olho nos rabiscos)

C. disse...

obrigada pela explicação,
deixo meu carinho para vc.

ze disse...

Arábica,

Esse teu corpo de sereia, meio-meio, pode-se tornar desadequado nos dois meios.
Paradoxos da versatilidade ou da ambição.

E eu que sou gêmeos o que é que sou?
Serei um dois (mr hide e dr. Jackal) em um?
Ou serei antes apenas metade de um, incompleto,
Em constante busca pela outra parte?


O “homem da atlântida” era uma série dos anos 80, bastante foleira.
O personagem tinha guelras e não escamas, mais umas membranas entre os dedos das mãos e dos pés.
No entanto as guelras é que são a garantia de sucesso da ambientação aos dois meios.

beijos

ze disse...

Rui,

A tua interpretação do desenho está brilhante.
Sem querer ser preconceituoso, o aspecto daquele gajo não inspira confiança nenhuma!
Já se questionava o capuchinho vermelho para que seriam uns braços tão grandes...
Por outro lado....

A dúvida persiste,
E o risco, compensa?

E a multidão tinha o polegar para cima ou para baixo?

Abraço (devagarinho sem magoar)
:)

ze disse...

Rosa,

A mente como qualquer músculo precisa tanto de exercício como de repouso,
Alternada e equilibradamente.

Quanto ao Moby nunca lhe prestei muita atenção e no entanto até simpatizo com o “personagem”.
De qualquer forma, lembrei-me dele e ainda bem porque acho adequado ao tema do post, tanto pela imagem do desenho, como pela sua particular forma dele estar/ viver.

(comentado)
(dever cumprido, apesar de curto)
;)

e os rabiscos tão de olho em ti,
Faites attention!
q'eles são "malucos"

ze disse...

Obrigado de nada, Cris
Não custa nada ser amável com quem o é connosco,
Pelo contrário, é de facto um grande prazer.

Sempre aos seu dispor!

Carinho também para você.

ze disse...

Vivi,

É isso mesmo,
Tudo tem um preço, mas também um proveito,
Por isso temos sempre que fazer bem as contas antes de qualquer ação.

Beijos,
e desejo que um vento lhos faça chegar

Anónimo disse...

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