domingo, 5 de abril de 2009

no comments (parte 1)


California_Dreaming - Mamas and Papas

26 comentários:

ze disse...

audição obsessivo-compulsiva de uma personagem maravilhosa de um dos meus filmes favoritos,
hoje, agora,
o unico filme que conheço,
que me lembro,
dentro da minha mem´ria ultra hiper selectiva.

E como se chama o génio que realiza este filme perfeito de tão imperfeito?

S´´o quem nunca viu este filme não sabe.

imperdível!

rosa disse...

desisto.

não sei qual é o filme.

ze disse...

Rosinha que não resiste a uma adivinha,

Se perguntares ao Google “qual é o filme que tem na banda sonora a musica california dreaming”, é visível a resposta logo no resumo do (terceiro) link indicado.

Não é coisa que se esqueça, pelo que suponho que não tenhas visto.
Mas vale bem a pena, sob diversos pontos de vista.

Trailer sem legendas. Aguenta-te:
http://www.youtube.com/watch?v=odMlh6e2mLE

“deleted scenes” legendado em inglês e comentado pelo realizador
http://www.youtube.com/watch?v=3eVtKR1CPzY&NR=1

Explicação muito boa pelo Tarantino:
http://www.youtube.com/watch?v=DX8aUixCpek&NR=1

resumo histórico do cinema chinês (das três chinas):
http://www.youtube.com/watch?v=tg1Op2N4w58&feature=related

.... e Montes de videos relacionados

(:

ze disse...

Já agora,

Também uma referencia para o esquecimento voluntário que aqui na Europa se tem da mudança de centralidade (operada na segunda metade do século 20), do velho eixo transatlântico do “concord” Paris-Londres/ Nova Yorque para o trans-pacifico Hong-Kong/Toquio- Califórnia.

E também para Hong-Kong que me parece o local do mundo onde a vida urbana do presente/ futuro, se encontra mais facilmente identificável.
Outro laboratório de sociedade urbana, também numa ilha entalada entre dois vastos e pouco pacíficos mares, ainda que apenas um deles seja liquido.

Neste filme o relacionamento com o espaço-abrigo, a organização-maximização do exíguo, está muito bem retratado no apartamento do policia ou no café.
E o espaço público (dinâmico) na rua-mercado ou no aeroporto.
O desenho do contraste de um no outro.
Sem cinzentos ou tons intermédios, a vida urbana.

(e lá se foi o meu exercício de minimalismo)
(ou quaresma das palavras)

Andre Martin disse...

Obrigado pela visita e o enriquecedor comentário lá deixado!

Gostei também do seu blog, volto outras vezes para ler comentar posts passados.

A propósito, interessante esse bico de avião visto por baixo (deitado na pista), onde aparecem umas pontinhas das rodas.
Depois tento pensar que outras coisas isto pode ser, além do óbvio olhinhos+careca que certamente não o é.

rosa disse...

bolas!

não vi, não senhor.

vi o in the mood for love e o 2046.

adorei, claro.

mas esse passou-me ao lado.

falha muito grave. que eu sou "gaija" muito filmatográfica.



há um filme frances, que nao me recordo o nome. moustache, ou qq semelhante, dum fulano que rapa o bigode e ninguem repara. vai parar lá para os lados de hong kong.

coisas da vida.

Vivian disse...

...amo esta música.

o filme não ví...

mas com as indicações via Yotube
chego lá...

bem haja, copiando vocês!

bj, lindeza!

ze disse...

Rosa,

Eu não sou “aquilo” a que se pode chamar um grande cinéfilo.
Passei a minha vida a perder coisas imperdíveis, incluindo filmes.
Só dos que citaste são dois, o 2046 e o do francês que rapou o bigode.
Não me esqueço no entanto do que me marcou, em que medida e de que forma.
Coisas da vida.
A minha (vida) encaminhou-me por um trajecto de (querer) conhecer melhor menos ao invés de conhecer de soslaio mais.

Sobre o Wong Kar Wei, digo apenas que me inspira total confiança na altura de ver um filme com a sua assinatura.
E não é por permanência do registo de conteúdo ou forma dos seus filmes, que não é sequer fácil de decifrar dada a sua versatilidade linguística.
É antes pela sua espantosa capacidade de comunicação e pela sua singular sensibilidade.
É um dos quatro ou cinco realizadores em que confio de olhos fechados.
E este filme é seguramente um dos dez que mais me marcaram, mas isso não é nenhum julgamento de selecção, apenas algo circunstancial de quem sou e de quem era na altura em que o vi e revi.

Como muito bem diz o Tarantino, é um filme de descompressão e pausa de outros projectos.
É uma obra de feita de câmara ao ombro pelos locais das palmas das suas mãos, de retalhos montados pelo instinto visceral da memória.
Laboratório de improviso e de experimentação.
E deu o que deu.
Para sorte de muitos incluindo eu.

ze disse...

Vivian,

A música é dos
"The Mamas and the Papas"
que “foi um dos grupos mais expressivos e adorados dos anos 60, graças à identificação imediata do público com as letras que pregavam liberdade e uma vida melhor a todos”

O filme “Chunking Express” é um retalho de vidas cruzadas no quotidiano da cosmopolita Hong Kong, onde por sua vez se cruzam uma diversidade de culturas, incluindo ocidentais.

A canção aparece no filme através da protagonista que a ouve obsessivamente.
Este papel é interpretado por uma “pop star” local (Faye Wong), que nunca antes tinha tido qualquer experiencia de interpretação, mas que apesar disso se tornou a força motriz do enredo graças à sua vivacidade, capacidade de improvisação e de construção do personagem.
http://www.youtube.com/watch?v=3eVtKR1CPzY&NR=1

Se você tiver a oportunidade de ver esse filme ou outro desse realizador (Wong Kar Wai), não se vai arrepender. Não vai dar o tempo por mal empregue.

Beijos para você

Arabica disse...

E o menino Zé, neto de sua avó, canta? :)

ze disse...

o menino Zé,
dança.

:)

Arabica disse...

:)


mas assim, uma vez sem exemplo, não pode trocar a dança pela voz?

Cantar em coro? :)

ze disse...

Pode sim.

Em coro ou mesmo em segunda voz.

Arabica disse...

Cantaste connosco a trova? :)

ze disse...

Sim!

Cantei para dentro, penso que também vale, tendo em conta que não se ouve e não.

Mas cantei.
Juro!

(e também comi a sopa toda, por isso quero a sobremesa)
:G

Arabica disse...

Próximo post ;)

ze disse...

:)

Sobre esse assunto, como, sobre e se, sei tanto ou menos que tu!

e ainda tenho ali em baixo uma resposta complicada, como aliás é costume, por escrever.

Sim, mas acho que se há de arranjar alguma coisa.

beijos e continuação de bom fim de semana.

Arabica disse...

-eu queria dizer que a sobremesa chegaria com o meu próximo post :)
Vou puxar dos meus galões de pattisserie :)


:) obrigada e para ti, também.
Hoje é o meu dia de caminhada.
Que não chova.

Alien8 disse...

Ze,

Já cá devia ter vindo, bem sei.
O domingo de Páscoa é um dia tão bom como qualquer outro...

Gostei da parte 1 e fico à espera da parte 2.

A música, nem se fala. Já andou pelo meu blog, por alguma razão.

Boa Páscoa.

Arabica disse...

Acabado de sair do forno.


:)

ze disse...

Arábica,

Ainda pensava vir a tempo de te sugerir que essa sobremesa não fosse demasiado irresistível de forma a salvaguardar o meu monitor de qualquer ímpeto mais vigoroso do corpo.

Resistiu.

ze disse...

Alien,

Deixa-te de formalidades, por favor.
Aqui, gostaria de conseguir promover uma forma mais descontraída de socializar, ler, ouvir ou comentar, indiferente a cortesias e a retribuições de visitas.
Aliás, se tiveres essa preocupação e avaliando pelo número de visitantes assíduos do qualquer nome serve, já te encontras suficientemente sobrecarregado.

Não sei se haverá parte 2, o nome não é mais do que uma brincadeira com a pequena história que o blogue já construiu.
Como qualquer personalidade juvenil em construção, convém aprender desde cedo a gozar consigo mesma. Eu (apenas) patrocino, aprovo e incentivo!

Apareceste no dia seguinte ao onze de Abril, que começa a estar associado a outro acontecimento que pese o seu carácter mais pagão que a Páscoa, ainda á motivo de alegria inesperada para os dois.

:)

Abraço.

Arabica disse...

:)

Alien8 disse...

ZE,

Está-me cá a apetecer dizer que
ausência de formalidades é não lhes ligar nenhuma, nem num sentido nem no outro... ou seja, se estão presentes, não há problema; se não estão, também não há. Como o avião cheio de homens de fato cinzento de um conto de Mário-Henrique Leiria.

O 11 de Abril, bom, de facto começa a ser histórico! Grande "Briosa"!

O meu canto chama-se "Título Qualquer Serve", tirado de um livro de contos de Irene Lisboa. E tenho muitos comentários porque sou preguiçoso a publicar posts...

Tenho gosto em retribuir todas as visitas e comentários, porque também gosto de as receber, e procuro não expandir demasiado o blog, para poder cumprir minimamente esse objectivo. É uma mania minha, que se há-de fazer?

Mas não deixo de compreender quem faz as coisas de outra forma. Há mesmo quem não responda aos comentários, e isso, como se diz no Norte, "também está bem".

Por aqui, a sugestão do Padre António Vieira deu bons frutos, a música continua boa e os desenhos também.

"Bom apetite"
"Obrigado"

Aquilo foi desenhado numa "toalha" de papel de um restaurante? :)

Um abraço. Informal, claro :)

ze disse...

Alien,

Não me conformo em seguir regras só por que é assim que se faz, só porque é assim que os outros fazem.
Só por isso, não me chega para as cumprir.
Dizer aos outros por vezes nasce também de uma necessidade de dizer a mim.
O que me sugeriu lembrar-te a liberdade do “não o fazer” foi a tua expressão de “já cá devia ter vindo”, independentemente da minha vontade ser que venhas muitas mais vezes, com a maior informalidade que o conhecimento mútuo vá permitindo.

Na noite (tardinha?) do dia 11 de Abril do ano passado estava eu sentado numa mesa do café Lilás, na rua da palha em pleno coração de Angra, numa calma proporcional à confiança crescente dos jogadores vestidos de preto e inversa ao esvaziar do prato, ouvindo ocasionalmente quer a irritação dos benfiquistas, quer o gozo dos sportinguistas e dos portistas.
Nada comigo portanto, são apenas ajustar de contas de outro campeonato que eu sigo com e à distancia!
No fim, num espreguiçar de pernas e costas que me encheu distraídamente o peito e o sorriso, fui cumprimentado com se também tivesse suado a camisola, pelo o portista lá da rua, ao que eu respondi em tom alto e arrogante de forma a que todos pudessem ouvir, que o enquiço estava quebrado.
“tá bem zé”, fuma menos para te puderes voltar a deleitar daqui a mais cinquenta anos,
concordaram paternal e amistosamente todos, com um fugaz prazer de quem vê o puto pobre a comer marisco.
“ cinquenta quê? é já para o ano”, desviando rapidamente o olhar na direcção do sportinguista mais contente, “ e se não for na luz é em alvalade ou nas antas”.

Este ano, fui-me lembrando de cada pormenor desta minha intromissão nas provocações do outro campeonato, num crescer de calma à medida que as bolas não entravam de maneira nenhuma e mesmo se entrassem, o enquiço estava quebrado e como tal algo inesperado iria de certo acontecer.
Desta vez foi o árbrito.
O Mantorras? Nem isso, hoje não acerta.

ze disse...

Cumprida a catarse do emigrante (o pior foi em guimarães!),

O meu ambiente mais confortável também é o das caixas de comentários.
Em relação aos posts, no meu caso acho que não é tanto preguiça, é mais dificuldade em entender o que poderá ou não justificar a edição naquele plano de destaque.
No entanto, acabei de fazer três em quatro dias!
Pode ser que também se tenha quebrado um enguiço. :)

Vamos lá ver se conseguirei continuar a agradar-te com a música e com os desenhos.
Quanto à música é mais fácil, é um mar delas que eu quero pôr para ai com seta de play.
Quanto aos desenhos, a maioria dos que tenho estão demasiado contextualizados com trabalho para poderem vir a ser adequados num espaço destes.
Os do “comentem!” são pedacinhos rasgados de uma folha qualquer de apontamentos escritos que seguiu à muito o caminho da reciclagem do papel.
Os seguintes, são fruto de mãos irrequietas em fase de tomada de decisões importantes, enquanto bebo café ou cerveja e fumo cigarros de tarde num café,
desenhados inconscientemente no segundo ou terceiro plano dos pensamentos.
O “suporte” não são toalhas de restaurante mas guardanapos de papel muito fino de 15 por 15 centímetros, daqueles que acompanham a torrada ou a tosta mista.

Abraço