sábado, 7 de fevereiro de 2009

second life



















Como é que se organiza duas vidas, em dois espaços,
em um só tempo, em um só corpo?

Como é que um corpo vive uma vida que não é dele?
Fuma, treme. Faz-lhe algum bem?

Como é que uma cabeça construída para partilhar com o corpo a alegria, a tristeza e a ansiedade, sobrevive?

Como é que quem nunca fez, faz?

Como é que quem nunca conseguiu, consegue?

Como é que se sabe se o que se pensou, se escreve?

Como é que se sabe, se o que se escreve se publica?

Como é que se transporta o corpo do ontem para o amanhã, sem passar por hoje?

Porque não chove, não faz sol nem silencio? hoje

Porque é que o tempo parou onde não devia?

Onde está o cobertor e a almofada?

Como se descansa?

24 comentários:

Vivian disse...

...eternos questionamentos,
que jamais terão respostas,
se não as buscarmos na
solitude do ser.

pense nisso...

bjus, lindo!

ze disse...

Sim Vivian,

Na solitude do "nosso" ser, mas também na observação da dos outros.
Um mundinho demasiado fechado à volta de nós mesmos não vai resolver nem responder nada.
E se o faz, nós nem acreditamos.

Escrever o que pensamos com um ? no fim pode ser um primeiro passo para a resposta.
Pelo menos espero que sim!

Beijos

Arabica disse...

Sabes, eu não acredito na durabilidade e solidez das second lives...poderemos durante muito tempo fugir ao que nos agita por dentro, até que um dia a agitação, passa para o lado de fora e assustada com a liberdade repentina tudo pode destruir à sua volta...

Impossivel transportar o corpo para um amanhã, sem se ter vivido no minimo, um hoje no silencioso vazio da espera ou na esfera das percepções...

Se o tempo parou porque é que parou?

O que há nesse tempo de poderoso que afinal nos retem?


O que haverá nele que ainda não prcebemos, não intuimos, não conseguimos vislumbrar para agarrar nas nossas mãos e seguir em frente?


Ou o que terá ele de poderoso para nao mais nos libertar?

Onde quererá o nosso mundo interior nos levar?


Às vezes é preciso parar, entre um cobertor e uma almofada para sabermos...

Como se descansa?

De mochila pronta para esse fim, tenho esperança que se descanse nos verdes que invadem os olhos, nos granitos dos muros, nas passadas sem pressa, nas águas quentes que descontraiem os musculos, em caminhos de rio e de galos a cantar quando o dia, para lá da serra, nos desafia a sair...


Espero eu, que também me tenho debatido com perguntas idênticas :)

Arabica disse...

correcção: second life:)

Rui disse...

Por vezes, descansa-se fazendo mais coisas. Interrogando mais.

Arabica disse...

Espero que saibas -agora- o que gosto de fazer ao cobertor e a almofada, quando chega a hora:

sacudi-lo já a pensar no pão da tarde,


estendê-la ao sol, imaginando já outros tecidos e tecelões :))


Beijo e uma pergunta: então não há post novo? :)

Há coisas que não precisam ser perguntadas, Rui, não te parece? :)

ze disse...

Arábica,

Claro, mas a preocupação é da natureza da mente.
Perceber os seus contornos, as limitações, esperança de vida é que é preocupante.
Aliás, dizem que os idiotas é que são felizes.
Mais uma vez, não há desvantagens sem vantagens.
São leis de uma justiça irritante.
Tudo se anula.
O bom ouvido é cego.

O tempo é matemático.
É mais suiço que a suiça toda.
Mas nós não. Somos como uma raça sem pedigree.
Rafeiros. Diferentes uns dos outros. Sem matriz constante. Diferentes de nós de um dia para o outro.
É esse nosso tempo de nós, que não controlamos pelo relógio.
Porque somos máquinas dominadas por sentimentos.
Somos Não máquinas, aflitas quando não nos conseguimos relacionar com o tempo máquina.
Corremos quando o tempo urge.
Reboscamos mantas e almofadas (in)capazes de pôr o tempo parado a andar.

É da natureza humana
Ou sou só eu?

ze disse...

Rui,

Confesso que já não tento de tudo.
Mesmo aquilo que me garantem que resulta com toda a gente, caso já tenha tentado e por alguma razão não tenha "pegado", não repito.
A não ser que me convença e aperceba de diferenças substantivas.

Por outro lado, aquilo que já pegou, escrevo ali e aqui e guardo onde me possa vir a lembrar de procurar, caso volte a precisar.

ze disse...

A almofada tem sido a minha dor de cabeça nocturna à dias, que parecem meses.
Não me deixa adormecer.
É flexível quando a quero solida e vice-versa.

Não sei nada de novos posts, não tenho nada escrito nem noção se vou ter vontade de o fazer, ou quando.
Não vou fazer por fazer, nem dizer o que não sei dizer, nem dizer o que sei dizer só porque sei.

Eu sou rapaz de comentários não é de posts!
Foi assim que nasci e me criei.

rosa disse...

com dores de garganta e muita tosse, hoje sonhei com orcas.

darwin faz anos hoje.

somos todos pedaços do mesmo.

ze disse...

Rosa, tenho boas noticias para ti.
A tosse tal como a febre ou o suor são sinais de bom funcionamento do organismo.
É o corpo a reagir pelos seus próprios meios.
Se incomoda é porque passa.
Se for crónica, torna-se um hábito e deixa de incomodar.

Sonhar com baleias também é bom.
Está sempre associado a chegada (em breve e por alguma razão inesperada) de ajuda externa.
Quanto à especificação de baleia- orca, injustamente conhecida por assassina já que não o é menos nem mais que qualquer outro animal carnívoro, revela que tu (sonhadora), por alguma razão, desconfias dos motivos dessa ajuda.
Mas ajuda é ajuda. É sempre bom. Digo eu!
A cavalo dado não se olha o dente.

Depois de sonhos positivos só tens que acrescentar pensamentos positivos, que tudo que é mau foge e tudo que é bom, vem.
Beijos.

ze disse...

E também Abraham Lincoln.

Apesar dos bem conhecidos frutos da publicação em 1858 d’“A origem das espécies” , hoje fiquei também a conhecer mais dos seus estudos (e respectivo contexto social) sobre a especificidade da evolução humana.
Numa época em que era social e cientificamente aceite expor duvidas sobre se as mulatas poderiam ter filhos ou se seriam antes estéreis como as mulas, considerando-se pois ambas como um cruzamento de espécies animais diferentes.

Só treze anos depois (1871), após o desfecho da guerra civil americana (61-65) e consequente abolição da escravatura (Lincoln), é que Darwin adquiriu coragem para expor as suas ideias sobre a evolução humana, publicando “A ascendência do Homem e selecção relativamente ao sexo”, em que acrescenta à evolução através da selecção natural, factores de selecção sexual que apesar de não terem valor evolutivo (de vantagem em relação ao meio), são igualmente herdados pelas gerações seguintes.
Definiu assim, sem “valor evolutivo”, a existência das raças como fruto de uma mera preferencia (algo fútil) por parceiros sexuais com a mesma tonalidade de pele.

Uma boa parte em ”in Público d’hoje”
E sem aspas!
o que me vale é que isto é só um blogue.

ze disse...

Parece-me assim um bocadinho atrevido acrescentar a minha opinião à do Darwin, mas depois de escrever aquilo, tenho que dizer que não concordo lá muito com ele.

Mas já lá vão muitos anos e ele era um cientista, não era nenhum profeta.
O conhecimento dá-se através de passos aos repelões e a verdade é que há poucos que tenham dado tantos como ele.
Mas já lá vão uns anitos!
Outros nasceram, outros estudaram para outros poderem estudar melhor e por aí adiante.

Acredito mais que a diferença de características fisionómicas presentes nas várias raças se deve mais a uma relativamente reduzida variedade genética que por sua vez resultou do reduzido número de indivíduos que compuseram as primeiras migrações entre continentes.
Para simplificar nem vou pensar nas primeiras que terão sido de África no sentido da Europa e da Ásia.

As mais recentes terão sido as provenientes da Ásia do sul em direcção às ilhas do Pacifico e à Oceânia e que estarão na origem de raças como a Aborígene; e a do extremo oriental asiático no sentido da América que estão na origem das raças “Índias”.

Que raio de aventureiros, independentemente dos seus motivos, se terão lançado à extensão do Pacifico sem terra à vista?
Terão sido muitos? Não me parece.
E desses “não muitos”, quantos terão sobrevivido a cada uma daquelas viagens?
Parece-me sinceramente que aquela fisionomia aborígene tão característica, se deve antes à reduzida variedade genética, consequência directa do escasso número de casais de Adãos e Evas a procriar.

E os nativos americanos que descendem dos que igualmente suponho terem sido poucos sobreviventes à viagem árctica através do estreito de Bering ?
Ainda hoje é um feito, o que seria à uns milhares de anos atrás?
Incluindo necessariamente mulheres na expedição.

ze disse...

(continua amanhã)

rosa disse...

(mas não continuou)

eu sonho muito, ou seja, lembro-me quase sempre de todos os sonhos, ainda hoje sonhei com cães... cães que mordiam, não foi muito agradável.

é uma vida paralela, uma second life.

sempre gostei muito de ver a bbc vida selvagem. e um dia dessses compro um livro sobre os significados dos sonhos, pq tenho sempre alguns elementos que se repetem.
o mar e a guerra.

ze disse...

Pois é,
Mas naquele dia eu estava para ali a escrever tão bem, com tantas coisas para dizer, que me convenci mesmo que no dia seguinte continuava.
Na altura, só parei porque estava com fome e depois só não continuei porque quero habituar-me a acordar cedo e escrever não é propriamente coisa que me dê sono.
No dia seguinte, já não sabia muito bem como continuar e também achei que devia aproveitar o assunto para tentar fazer um post.

Criei um blogue e publiquei um texto que tinha escrito uma semana antes e uma fotografia antiga que gosto sempre de ver porque me intriga, depois contei uma história bem partida para não ter que escrever durante uma semana, depois quis experimentar o blogue para curar a ressaca e depois quis saber se ainda consigo aprender a fazer coisas que nunca fiz e tentei publicar um video que gosto, também para me ajudar a gostar mais de visitar o blogue, que era coisa que me começava a dar uma certa alergia.
Mas continuo sem saber sobre que assuntos é que vou escrever!
Tu tens um blogue de música e poesia.
O meu não é sobre nada, não sei.....tem nome. Mais nada.

Não sei se deu para perceber porque é que não continuei, mas também se nem eu percebo bem..
Mas tem a ver com não saber muito bem o que escrever para aqui.
Mas enquanto eu pensei em continuar os comentários eu sabia, depois quando pensei passar a post é que bloquiei. Baralhei-me.

(continua)

ze disse...

Também acho que sim, que é uma second life ou third ou fourth.
E com intercepções (inter-influencias) com a first, com a base ou nave-mãe.

Suponho que o sonho seja o sítio do território do inconsciente mais frequentado para estabelecer contacto com o consciente.

Podes achar que é tanga, mas não deixa de ser coincidência.
Hoje acordei a correr para a casa de banho e aproveitando esse lusco-fusco entre o sono e o alerta, tentei lembrar-me daquilo que estava a sonhar.
E estava a ser mordido por um cão pequenito, que tinha entrado naquele sonho só para me irritar. E conseguiu, ao ponto de me acordar.
Como já não voltei a adormecer, fiquei a pensar em aproveitar a raridade do acontecimento de estar acordado e ainda me conseguir lembrar do sonho, para ir à net perguntar o significado, em continuidade com o que fiz a propósito do teu sonho das orcas.
Mas depois pensei que o facto do cão estar a morder talvez não fosse boa coisa, e principalmente achei que à trinta e tal anos que não molho a cama de noite e que a razão deve ser assim devido ao hábito de se introduzirem nos sonhos coisas chatas que me obrigam a evitar acidentes desconfortáveis para a first life.
Mas mesmo assim, à hora de almoço voltei a lembrar-me, não resisti e fui ver.

(continua)

ze disse...

Eu não me costumo lembrar dos sonhos, nem gosto de livros com pretensões a influenciar as minhas decisões.
Não sou adepto de bíblias em geral.
O que eu gosto de ler é aquilo que diz por menos e melhores palavras aquilo que eu já pensei ou já senti. Ou que me levam a fazê-lo pela primeira vez.
Do pouco que li , estes “interpretadores” de sonhos usam em geral um discurso muito prático dirigido a gente insegura e indecisa.
Como o das cartas astrológicas, ou signos ou lá o que isso é.
Dizem só o que a maioria das pessoas que lêem aquilo querem saber, que é se devem abrir ou fechar negócio, se devem abrir ou fechar namoro, se devem sair de casa ou se devem ficar pacientemente à espera que os astros se posicionem mais favoravelmente para o fazerem.

Uma vez por semana leio o meu signo na ultima página da revista do jornal, mas se ao fim da segunda leitura ainda não encontrei sentido nem relação com as minhas ansiedades, expectativas, medos ou sortes, passo a ler outro signo, geralmente um que tem em anexo um símbolo gráfico do sol.
E seja bom ou mau, esqueço mais rapidamente que o resultado da minha equipa de futebol, que habitualmente é mau.

(continua)

ze disse...

Como diz a canção do Sérgio Godinho, qualquer coisa como “a vantagem dos sonhos é que lá não se morre”.
Mesmo que se esteja a cair a pique acorda-se, naturalmente sobressaltado, um milionésimo de segundo antes do impacto.
Sobressaltado, mas feliz por estar vivo.

Mas o facto de quase nunca me lembrar dos sonhos, não quer dizer que não seja influenciado por eles.
Às vezes acordo com sentimentos (bons ou maus) por alguma pessoa concreta, em clara descontinuidade com o dia anterior.
E isso pode ter sido alguma coisa que acontece só em sonhos, mas também pode ter sido o inconsciente a ser mais rápido e mais esperto do que eu a perceber alguma coisa real e a usar da sua ferramenta preferencial para me alertar.
E com imagens!

(continua)

ze disse...

O único “sonho recorrente” que me lembro, já não o tenho e acho que só o tive enquanto vivia no Porto.
Era um pesadelo, não era exactamente guerra mas mais tipo guerrilha.
Por ser recorrente devo ter tentado entendê-lo, e acho que consegui.

Um forte impulso de mudança e de autonomia que sentia no final do Liceu, levou-me a agarrar decididamente a única hipótese de sair da cidade, usando da desculpa de escolher um curso que na altura só havia no Porto e Lisboa.

Quando fui viver para o Porto, as minhas maiores ansiedades ou medos estavam sempre relacionadas com orientação, entender as inter-relações entre lugares, os caminhos, os interstícios.

O sonho/pesadelo era constantemente localizado numa zona especifica da cidade, que nesse período inicial era para mim, mentalmente um buraco negro.
Deve ter havido na estrutura da imagem mental daquela zona qualquer desajustamento, pelo menos uma vez devo lá ter chegado a pé inesperadamente e ao tentar sair devo ter tido dificuldade em encontrar alguma referencia visual capaz de me reorientar.

O sonho era uma adrenalina constante de sobrevivência perante o meu desamparo face ao fogo cruzado e descontinuo.
Entretanto, eu tentava sair sem encontrar saída porque desconhecia o espaço e todos os passos me podiam tornar um alvo, mas parado também.
Não morria porque nos sonhos não se morre mas era constantemente ferido nos braços, nas pernas.
E doía.
Era vitima de uma guerra que nunca soube o significado porque não era a minha.

Significava a fragilidade e vulnerabilidade com que me sentia a viver fora de todos os confortos sociais.
E explica-me também porque é que a prioridade das minhas ambições e esforços pessoais estiveram durante esses anos tão relacionadas com a (re)construção de estruturas de confiança e conforto similares em vários aspectos à da família.

E claro, a vida é cíclica.

(continua)

ze disse...

E já agora o que dizem esses entendidos da net sobre sonhar com cães maus que mordem; Mar ; guerra.

Sobre cão a morder a interpretação é relativamente directa.
Cão que morde significa aqui o mesmo que o ditado popular –amigo que trai a confiança, desilude.
No caso do meu sonho de hoje acho que tem pouco a ver com isso.
O cão só apareceu para me acordar, como acontece com o barulho do despertador quando estou muito cansado, entra como adereço do sonho sobre a forma de um ruído qualquer.
O meu sonho era sobre outra coisa qualquer, mas só me lembro da parte final.
Devia ser um acontecimento social qualquer, era de dia e no exterior.
Apesar de haver muita gente, eu estava à conversa num grupo pequeno de três ou quatro pessoas, quando chegou o cãozito a rosnar e a mordiscar-me as canelas.
Talvez fosse de algum dos outros do grupo e quisesse mostrar impaciência ou ciúme.


Sobre guerra, li as mais variadas interpretações como “tenha cautela!”; “disputas na família” ou “presságio feliz para o sector profissional”.
Dá para pensar quantos são os charlatões, dois ou três?
Mas também li mais credíveis “símbolo de disputas interiores”.

Sobre mar, são mais coerentes, dizem que é “símbolo típico de morte e renascimento”, ou seja, de vontade de mudança,.
“representa travessias, sonhos com ele podem representar um desejo de renovação”,
“desejo de aventura”.
Mas o essencial depende do estado do mar, se é tranquilo, transparente, agitado, turvo,...

Pessoalmente, acho que se te costumas lembrar dos sonhos, se os leres à luz das tuas emoções acordada, irás perceber sem a ajuda de livros.
No meu caso que não me lembro e por isso nem penso nisso, aceito simplesmente que me influenciam o estado de espirito e as acções do dia seguinte.
Fazem por isso o seu papel à mesma, independentemente de eu os perceber ou não.

(continua)

ze disse...

Claro que também gosto dos bons documentários de vida selvagem, como suponho que sejam os da bbc.
Os sonhos são um bocado selvagens, não domesticáveis, se calhar por isso é que são necessários à saúde mental.

Beijinhos,

(se continuar noutra caixa de comentários)
fico duplamente contente, pela tua próxima visita e por ter conseguido postar mais vezes
e já comecei :)

rosa disse...

eu sonho demasiado e ás vezes até acordo cansada.

como hoje, e não consigo responder a todas as tuas dissertações.

e até gostava.

ze disse...

Eu até tenho pena de ti só de imaginar se quisesses responder a essa treta toda!

Não dormir bem é o pior que há.
À uns tempos atrás andei durante quase uma semana assim e não conseguia fazer nada de jeito durante o dia.
Cheguei a estragar coisas por pura descoordenação mental e motora.
Ainda andei a pensar fazer um post sobre esse desatino completo, culpando a falta de almofada capaz de me segurar o pescoço à altura certa, mas nem isso consegui fazer.
Só não fui completamente inútil durante essa semana porque consegui fazer alguma m***a. Antes tivesse sido.

Mas a culpa não devia ser da almofada porque agora já durmo bem.
Não se podem é levar preocupações para a cama.
O “acordar cansado” deve-se a falhas nas fases mais profundas do sono, que são anteriores aquela onde ocorre o sonho, que é a ultima.
É na fase de sono profundo que o corpo relaxa e descansa.
Mesmo que durmas horas em quantidade suficiente, pode haver desequilíbrios entre essas fases, e é possível que uma agitação cerebral provocada por preocupações, te esteja a fazer mudar de fase de sono antes do desejável, fazendo sonhar mais e relaxar menos.
Se vires um cão a sonhar durante o sono, ele mexe-se muito, mesmo deitado corre a às vezes ladra.
O sonho é importante para o funcionamento cerebral mas não é relaxante para o corpo.
E penso que não é vital. Se se dormir menos de seis horas, num sono normal nem se sonha.
Eu costumo destinar duas ou três horas antes de me deitar para descompressão, como fazem os mergulhadores de baixas profundidades para facilitar a mudança de ambiente.

E claro, pensamentos simples e positivos e se for necessário um banho quente.

Desejo de uma boa noite de sono para ti,
Retemperador